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FIEL
AMIGO
Foste,
uma vez,
deixado
na estrada
como
se um cão
não
valesse nada.
Eu
chamei-te,
com
a mão fiz um sinal
mas
fugiste sem olhar.
Meu
amigo,
eu
não te vou fazer mal
estou
aqui p'ra te levar.
REFRÃO:
Vem,
quero
ser o teu dono,
não
te vou deixar ao abandono
e
sempre te hei-de abrigar.
Sei
que
há um longo caminho...
Para
não te deixarem sozinho
muito
tempo vai passar.
Dedico
esta canção ao Gnu, um cão abandonado
em Ovar, a quem dou de comer há meses mas
que nunca me deixou tocar-lhe ou sequer
aproximar-me dele.
Vaz
Nunes, Ovar, 6 de Junho de 2003
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