Rimas em Jogos

         Regresso às Rimas do Agrupamento Ovar-S. João

As rimas infantis estão de tal forma associadas aos jogos que várias colecções intitulam "jogos e canções infantis".
Podemos dividir estas rimas em dois subconjuntos consoante o grau de ligação aos jogos e o momento em que são ditas: as "fórmulas de selacção" e as "rimas de jogos". As primeiras, dado que se destinam a atribuir papéis aos participantes, são proferidas antes do início do jogo. Têm, na maior parte dos casos, um vínculo fraco ao jogo específico que precedem, servindo para o efeito qualquer rima reconhecida pelas crianças como pertencente a este grupo. As segundas reúnem todos os casos em que a rima é usada durante o jogo propriamente dito, qualquer que seja a percentagem de tempo que ocupa na sua economia interna, havendo sempre uma ligação forte entre a rima e o contexto específico.

(...)

Rimas de jogos (idade escolar)
(...) A este subconjunto pertencem os "Jogos numerativos", para adoptar a expressão de Adolfo Coelho, que consistem em dizer a rima à medida que a criança conta pelos dedos, nuns casos, noutros verifica a conta:

- para contar até 10, pode usar os dedos da mão: - ou ir fazendo traços num caderno:

"Una,
Dulha,
Tilha,
Candilha,
Samaca,
Marraca,
Vila,
Vilão,
Dz?
Aqui'stão."

Una, duna, tena, catena,
corripim, corripão,
toleirão, cabanão
conta bem que dez são.

Texto com supressões, extraído de Maria José Costa (1992). Um Continente Poético Esquecido- As Rimas Infantis. Porto Editora, Porto (pp.79-90).