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O fumo do cigarro contém substâncias que matam
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Fumar mata (Apresentada por alunos da EB123, da Charneca da Caparica)

Substâncias
tóxicas e cancerígenas
O fumador passivo - O que não tem culpa
COMPONENTES DO TABACO
Na combustão do tabaco produzem-se milhares de substâncias
(gases, vapores orgânicos e compostos libertados em forma de partículas) que são
transportadas pelo fumo até aos pulmões.
Estas actuam principalmente sobre o aparelho respiratório, ainda que algumas delas sejam absorvidas passando à corrente sanguínea a partir da qual actuam sobre o organismo.
Tais substâncias podem agrupar-se desta forma:
1. Nicotina:
É o alcalóide responsável pela maior parte dos efeitos do tabaco sobre o organismo e a que gera dependência física. A vida média da nicotina no sangue é inferior a 2 horas e se se reduz a sua concentração aparecem os sintomas que alertam o fumador para o desejo de novo cigarro.
2. Irritantes:
O fumo do tabaco contém muitas substâncias irritantes como a acroleína, fenóis, peróxido de nitrogénio, ácido cianídrico, amoníaco, etc., que são responsáveis pela contracção bronquial, pela estimulação das glândulas secretoras da mucosa e da tosse típica do fumador e, definitivamente, pela alteração dos mecanismos de defesa do pulmão.
3. Alcatrão e outros agentes cancerígenos:
Incluem-se neste grupo toda uma série de substâncias tóxicas que contribuem para as neoplasias associadas ao consumo de tabaco, sendo a mais estudada o alfabenzopireno.
4. Monóxido de carbono:
Trata-se de um gás incolor de elevada toxicidade presente em grande concentração no fumo do tabaco. Tem uma grande facilidade de associação com a hemoglobina, diminuindo a capacidade dos glóbulos vermelhos em transportarem oxigénio.
Efeitos
Fumar um cigarro dá lugar a um aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, gerando um aumento do tónus a nível de todo o organismo.
Ao inalar o fumo, a nicotina actua no cérebro (SNC) de forma quase imediata produzindo uma sensação recompensante para o fumador, sendo que a reiterada prática deste acto acaba por consolidar-se como rotina para o indivíduo. A partir deste momento pode-se falar de dependência da nicotina. A supressão brusca da taxa de nicotina no sangue produz uma sintomatologia ampla, que evidencia um síndroma de abstinência tabágica o qual é representado da seguinte forma: intranquilidade ou excitação, aumento da tosse e expectoração, ansiedade e agressividade, mau humor, falta de concentração na condução de veículos, aumento de peso, etc.
Ainda que o tabaco seja uma droga estimulante, a maioria dos fumadores considera que é relaxante, devendo-se esta sensação ao facto de uma vez instalada a dependência fumar acalma a ansiedade que é gerada pelo não consumo.
O que acontece no corpo humano TOPO
Aparelho respiratório:
O fumo do tabaco produz uma acção irritante sobre as vias respiratórias desencadeando uma maior produção de muco e dificuldade na sua eliminação. A irritação contínua dá lugar à inflamação dos brônquios, bronquites crónicas. As secreções dificultam a passagem do ar o que origina obstrução crónica do pulmão e sérias complicações, como o enfisema pulmonar.
Diminuição da capacidade pulmonar: os fumadores vêem reduzida a resistência ao exercício físico.
Por outro lado, é certa a relação causa–efeito entre o tabaco e o cancro do pulmão. Existe uma forte relação entre o risco de desenvolver esta doença e a quantidade de tabaco consumido, idade de início do consumo, número de inspirações que se fazem por cada cigarro fumado e o costume que se tem de manter o cigarro na boca entre uma e outra inspiração.
Aparelho circulatório:
O tabaco é um factor de risco importante no que se refere a doenças cardiovasculares, como a arterosclerose que por sua vez está na base de enfartes, AVC por trombose ou hemorrágicos.
Gestação (GRAVIDEZ)
Numerosos estudos evidenciaram que o tabagismo materno influencia o crescimento fetal, de forma especial o peso do recém-nascido.
Também esta droga está na origem do aumento das taxas de aborto expontâneo, complicações durante a gravidez e do parto e nascimentos prematuros.
Outras consequências do tabaco no corpo humano
Sem pretender fazer uma enumeração exaustiva, ficam aqui alguns dos efeitos comuns nos fumadores crónicos:
- Úlceras digestivas;
- Faringites e laringites, afonias e alterações do olfacto;
- Pigmentação da língua e dentes assim como disfunção das papilas gustativas;
- Cancro do estômago e da boca.
Substâncias tóxicas e cancerígenas
O fumo do cigarro contém mais de 50 substâncias tóxicas e cancerígenas. Quem fuma 20 cigarros por dia inala 300mg de alcatrão e 30 mg de nicotina.
O consumo de tabaco está relacionado com:
-Doença vascular - doença coronária e arterial periférica oclusiva (levando à amputação de membros devido à isquémia arterial).
-Doenças respiratórias - a paralisação dos cílios vibráteis da mucosa brônquica, a consequente retenção de poeiras e a deposição de alcatrão, a irritação crónica, e as consequentes bronquite crónica, enfisema pulmonar e cancro do pulmão, levando à mortalidade 6/1 (relativamente a não fumadores).
-O cancro, dos pulmões, laringe, boca, esófago e outros, pelos carcinogéneos do fumo do cigarro, mata 11 vezes relativamente ao não-fumador.
-As doenças gastrointestinais e as úlceras (feridas da mucosa) que a nicotina, através dos seus efeitos: aumento da secreção ácida, e da peristalse e do refluxo esofágico.
-O desarranjo do sistema imunitário (o grande defensor de agressões externas e também o preservador da integridade harmónica que é a vida).
-A impotência e a infertilidade - a afectação do sistema vascular antecipa o fim da jovialidade.
O Ministério da Saúde Alemão afirma que, pelo menos 40% de todos os cancros no homem poderiam ser evitados se a "erva nociva" não fosse consumida.
Fumar, não só conduz a muitas mortes prematuras, mas também a uma redução considerável na qualidade de vida e no bem-estar das pessoas.
(Aquele que tem que viver ou trabalhar ao lado dos fumadores, ) TOPO
Os não-fumadores e os filhos dos fumadores acabam por absorver tantas substâncias tóxicas e cancerinogéneas como o fumador activo, e assim aumentam o risco do cancro do pulmão, tem efeitos nocivos nas crianças em gestação, e as crianças cujos pais fumam sofrem mais frequentemente de doenças respiratórias.
Algumas crianças experimentam o primeiro cigarro entre os 10 e os 12 anos de idade, na maior parte dos casos por curiosidade ou para se sentirem "como os mais crescidos". Em regra geral, o primeiro cigarro não sabe muito bem!
E as primeiras experiências intensivas com o tabaco ocorrem geralmente entre os 14 e os 16 anos. São frequentemente estas experiências que determinam se uma pessoa irá ou não tronar-se um fumador.
O caminho que os fumadores percorrem até, mais ou menos, estabilizarem os seus hábitos, é um percurso que podemos dividir em 3 etapas:
1ª Os factores psicológicos e sociológicos são os mais importantes para quem acende o primeiro cigarro.
2ª Nesta, o fumar é um prazer; o fumador goza a calma e os efeitos suavemente estimulantes da nicotina e a sua interacção com os componentes motor-sensoriais do hábito;
3ª O fumador pode então progredir para esta fase onde poucos cigarros são ainda um prazer positivo mas sim o comportamento é já largamente controlado pela necessidade de adiar ou evitar os efeitos da privação do tabaco (nicotina). Aqui o fumador é já um viciado.
Toscamente aceita-se para estimativa da percentagem de fumadores viciados na nicotina, com o seguinte número de cigarros: se fuma mais de 20 cigarros por dia, 95% destes fumadores são nicotino-dependentes; se entre 10 e 20 cigarros por dia, são 50%, e se menos de 10 cigarros por dia, são só 30% dependentes.
Há imensos motivos para deixar de fumar: