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O
telescópio espacial Spitzer, da agência espacial
norte-americana (NASA) captou o que os cientistas
acreditam ser o brilho dos primeiros objectos do Universo,
a mais de 13 mil milhões de anos/luz, informou hoje a
agência.
“Estamos a esticar os nossos telescópios até ao
limite para tentar obter uma imagem clara das primeiras
colecções de objectos”, disse Alexander Kashlinsky, do
Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, em Greenbelt, e
autor de dois relatórios a publicar nas “Astrophysical
Journal Letters”.
“O que quer que sejam estes objectos, são incrivelmente
luminosos e muito diferentes de tudo o que existe hoje em
dia”, acrescentou.
Os astrónomos acreditam que os objectos ou são as
primeiras estrelas – com uma massa mil vezes superior à do
nosso Sol – ou buracos negros que consomem gás e libertam
toneladas de energia.
Se os objectos forem estrelas, então o que está a ser
observado são as primeiras mini-galáxias, contendo uma
massa inferior a um milhão de Sóis. A Via Láctea alberga o
equivalente a cerca de cem mil milhões de Sóis e,
provavelmente, foi criada quando mini-galáxias como estas
surgiram.
Este estudo é uma continuação de uma observação
inicialmente apresentada na revista “Nature” em Novembro
de 2005 pela equipa de Kashlinsky.
A nova análise abrangeu cinco regiões do espaço e implicou
centenas de horas de observação. Primeiro foi removida a
luz às estrelas e galáxias em primeiro plano nas cinco
regiões do espaço, deixando apenas a luz mais antiga.
Depois, os cientistas estudaram as flutuações de
intensidade do brilho infra-vermelho, numa luz
relativamente difusa. Estas flutuações revelaram um grupo
de objectos que produziam o padrão de luz observado. “Foi
como se tivéssemos desligado todas as luzes do universo
para ver os traços dos seus primeiros brilhos”, explicou
Kashlinsky.
Os cientistas acreditam que o espaço, o tempo e a matéria
foram originados há 13.7 mil milhões de anos, numa enorme
explosão, à qual chamaram Big Bang.
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