1+1=2

Todo o novo físico deve aprender desde cedo que nunca é de bom gosto designar a soma de duas quantidades na forma:

1 + 1 = 2    (1)

Qualquer pessoa que tenha estudado matemáticas avançadas sabe que 1 = log e e que 1 = sen2x + cos2x. Além disso, 

 

Portanto, a igualdade (1) pode ser escrita mais cientificamente como 

      (2)

Isto pode ser ainda mais simplificado se fizermos uso das relações 

            e        

Podemos assim escrever a igualdade (2) na forma: 

        (3) 

   Chegados a este ponto, deve ser óbvio que a igualdade (3) é muito mais clara e mais facilmente compreensível do que a igualdade (1). Podiam usar-se outros métodos de natureza semelhante para clarificar a igualdade (1), mas o leitor descobri-los-á sem dificuldade uma vez que tenha compreendido os princípios fundamentais.

Trad. de Amer J. of Physics, vol. 44 (1976)


O ECLIPSE DO CORONEL

   Ia haver um eclipse do Sol. Na véspera à noite, o coronel dum regimento chamou os seus sargentos e disse-lhes: “Amanhã de manhã haverá um eclipse do sol. O regimento reunir-se-á na praça de armas. Eu virei pessoalmente explicar o eclipse antes do exercício. Se o tempo não estiver favorável reunir-nos-emos no anfiteatro como é hábito”. Imediatamente os sargentos foram redigir a sua ordem do dia: “um eclipse do sol terá lugar amanhã de manhã, por ordem do coronel. O regimento reunir-se-á na praça de armas aonde o coronel virá dirigir o eclipse em pessoa. Se o tempo não estiver favorável o eclipse terá lugar no anfiteatro”.

Rebière, Mathématiques et Mathématiciens, Paris 1925


A REVOLUÇÃO
  
O  regime era insuportável.
   Mas havia um amador que interpretava para quem o quisesse ouvir canções de resistência. Fartou-se de ser acusado de falta de originalidade, até que passou a incluir no seu repertório canções de bobina e canções de condensador. Electrizou as massas, que depressa fizeram a revolução.


COMO PROCEDER NUM EXAME ORAL

   Nestas breves notas são expostos os objectivos dos exames orais e fornecidas regras práticas para os conduzir. É necessária uma cuidadosa atenção às regras elementares de maneira a assegurar um exame verdadeiramente bem sucedido. Do ponto de vista do examinador, os objectivos básicos do exame oral são: fazer com que o examinador pareça mais esperto e mais manhoso do que o examinando ou do que os outros examinadores, protegendo dessa forma o seu amor-próprio, e aniquilar o examinando, evitando assim o confuso e moroso processo de apreciação e decisão após o exame.
Ambos os objectivos podem ser alcançados mediante a aplicação conscienciosa das seguintes regras (de eficácia comprovada através dos tempos):

  1. Antes de iniciar o exame, torne claro ao examinando que toda a sua carreira profissional pode depender da maneira como ele se sair. Insista na importância e solenidade do momento. Coloque-o desde o início no seu devido lugar. 

  2. Comece o exame com a pergunta mais difícil que tiver. (Isto é muito importante. Se a primeira pergunta for suficientemente difícil e intrincada, o examinando ficará demasiado atrapalhado para responder às perguntas seguintes, por mais fáceis que sejam). 

  3. Seja reservado e severo ao dirigir-se ao examinando. Para contrastar, mostre-se muito jovial para com os outros examinadores. Um expediente muito eficaz consiste em fazer comentários divertidos para os outros examinadores sobre as respostas do examinando, o que tende a excluí-lo e a deixá-lo de lado, como se nem sequer estivesse presente na sala.


  4. Obrigue-o a responder a cada pergunta à sua
maneira, sobretudo se a sua maneira é esotérica. Constranja-o. Introduza muitas limitações e restrições em cada questão. O que se pretende é complicar problemas que de outra maneira seriam simples. 

  5. Force-o a um erro trivial e depois deixe-o às voltas com ele o máximo tempo possível. Logo que ele descubra o engano mas ainda antes de o ter conseguido explicar, corrija-o des
denhosamente. Isto exige uma grande atenção e oportunidade, que só podem ser adquiridas com alguma prática. 

  6. Quando ele estiver metido numa dificuldade, nunca o ajude a sair dela. Em vez disso suspire e mude de assunto. 

 
7. Faça-lhe perguntas viciadas, como por exemplo: “Mas não aprendeu isso na Álgebra do 1º ano?".

  8. Não o deixe fazer-lhe perguntas esclarecedoras. Nunca repita ou esclareça a maneira como pôs o problema. Diga-lhe para não pensar alto, que o que quer é a resposta.


  9. De dois em dois minutos, pergunte-lhe se está nervoso.


  10. Coloque-se a si e aos outros examinadores numa posição tal que o examinando não os possa
encarar a todos ao mesmo tempo. Isto permitir-lhe-á enquadrá-lo com uma espécie de fogo cruzado. Espere que ele deixe de o fitar e se vire para outra pessoa e então faça-lhe uma pergunta curta e directa. Com uma coordenação razoável entre os examinadores é possível, em condições favoráveis, levar o examinando a efectuar várias revoluções completas. Isto tem o mesmo efeito genérico que a alínea 2 acima.

  11. Use óculos escuros. A impenetrabilidade é e
nervante.

  12. Conclua o exame dizendo ao examinando: "Não
venha perguntar nada. Nós mandamos chamá-lo".


S. D. Mason, Proceedings of the IRE, Maio de 1956, pg, 696


   CARTA DE UM QUÍMICO APAIXONADO Á SUA NAMORADA

   Berílio Horizonte, zinco de benzeno de 2001

   Querida Valência

   Não estou sendo precipitado e nem desejo catalisar nenhuma reacção irreversível entre nós dois, mas sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por ti. Sabismuto bem que te amo. De antimónio posso te assegurar que não sou nenhum érbio e que trabario muito para levar uma vida estável.

   Lembro-me de que tudo começou nuranio passado, com um arsénio de mão, quando atravessávamos uma ponte de hidrogénio. Estavas num carro prata, com rodas de magnésio. Houve uma atracção forte entre nós dois, acertámos os nossos coeficientes, compartilhamos os nossos electrões, e a ligação foi inevitável. Inclusive depois, quando te telefonei, respondeste carinhosamente: "Protão, com quem tenho o praseodímio de falar?".

   Nosso namoro é cério, estava índio muito bem, como se morássemos num palácio de ouro, e nunca causou nenhum escândio. Eu brometo que nunca haverá gálio entre nós e até já disse quimicasaria contigo. Espero que não estejas saturada, pois devemos fazer uma reacção de adição e não de substituição.

   Soube que a Ines te contou que eu a embromo: manganês cuidar do seu cobre e acredite níquel digo, pois saiba que eu nunca agi de modo estanho. Caso algum dia apronte alguma, eu sugiro que procure um avogadro e que me metais na cadeia.

   Sinceramente, não sei por que estás á procura de um processo de separação, como se fossemos misturas e não substâncias puras! Mesmo sendo um pouco volátil, nosso relacionamento não pode dar erradio. Se isso acontecesse, iridio emboro urânio de raiva. Espero que não tenhas tido mais contacto com o Hélio (que é um nobre!), nem com o Túlio e nem com os estrangeiros (Germânio, Polónio e Francio). Esses casos devem sofrer uma neutralização ou, pelo menos, uma grande diluição.

   Antes de me deitar, ainda com o abajur acesio, descalcio meus sapatos e mercúrio no silício da noite, pensando no nosso amor que está acarbono e sinto-me sódio. Gostaria de deslocar este equilíbrio e fazer com que tudo voltasse à normalidade inicial. Sem ti minha vida teria uma densidade desprezível, seria praticamente um vácuo perfeito. És a luz que me alumínio e estou triste porque actualmente o nosso relacionamento possui pH maior que 7, isto é, está naquela base.

   Aproveito para lembrar que me deves devolver o meu disco da KCl.

   Saiba, Valência, que não sais do meu pensamento, em todas as suas camadas.

Abrácidos do

Marcelantânio


MULHER - ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA
Elemento
: Mulher
Símbolo: Mu
Descoberto por: Adão
Massa atómica
: valor aceite 50 kg mas sabe-se que pode variar entre 40 kg e 200 kg.
Ocorrência: Copiosas quantidades em todas as áreas urbanas.

Propriedades Físicas:

1. Superfície usualmente coberta por uma superfície de tinta.
2. Ferve em nada e gela sem razão.
3. Derrete se submetida a tratamento especial.
4. Amarga se usada incorrectamente.
5. Apresenta-se em vários estados desde o virgem ao elaborado.
6. Cede a pressão se aplicada nos pontos certos e nos momentos certos.

Propriedades Químicas:

1. Grande afinidade com ouro, prata e pedras preciosas.
2. Absorve grandes quantidades de substâncias caras.
3. Pode explodir espontaneamente sem aviso prévio e por razões desconhecidas.
4. Insolúvel em líquidos mas elevada actividade quando saturada em álcool.
5. Maior agente redutor de dinheiro conhecido pelo Homem.

Aspecto:

1. Espécies puras tornam-se rosadas quando descobertas no estado natural.
2. Ficam verdes quando colocadas perante melhor exemplar.

Uso Comum:

1. Altamente ornamental, especialmente em carros desportivos.
2. De grande ajuda à relaxação.

Perigos:

1. Altamente perigoso excepto em mãos experientes.
2.
Ilegal a posse de mais do que um exemplar.


HOMEM - ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA

Elemento: Homem
Símbolo: Hm
Massa atómica: normalmente 70, mas pode variar entre 0-150kg.
Descoberto por: Eva
Ocorrência: normalmente encontrado junto ao elemento Mulher (Mu), em alguns casos a concentração é bastante elevada.

Propriedades gerais:

    - perde a estabilidade quando misturado com etanol
    - passa a estados de baixa energia depois de reagir com o elemento Mulher (Mu)
    - ganha massa com o passar do tempo, e a capacidade reactiva diminui
    - raramente encontrado na forma pura após 14 anos
    - normalmente recoberto por uma camada dura, mas com um interior mole.
    - estrutura simples

Propriedades químicas:

    - propriedades alteradas quando reage com formas impuras de Mulher (Mu)
    - pode reagir com vários isótopos de Mulher (Mu), e em alguns casos a reacção é muito rápida
    - pode reagir de forma violenta quando submetido a pressão

Reactividade: a reactividade só é satisfatória após 18 anos

Uso comum: beneficia do elemento Mulher (Mu)

Perigos: pode reagir de forma violenta se impedido de interagir com o elemento Mulher (Mu). O elemento mulher pode torná-lo muito maleável.

 


Oração pré-exame de Química

Pai Nox que estais nos sais
Balanceada seja a vossa nomenclatura
Venha a nox o vosso rénio
Periódica seja a vossa vontade
Assim no ferro como no sal.

O pão nox de cada dia nos boroso
Oxidai nossa valência
Assim como oxidamos a quem nos tem Anidrido
Não nos deixeis cair em oxi-redução
E livrai-nos do sal.

Ametal.


MANDAMENTOS DO ESTUDANTE


   1- O estudante sabe sempre a matéria; se não responde é para não inferiorizar o professor.

   2- O estudante é sempre um exemplo; para a sociedade.

   3- O estudante nunca se deixa dormir; o despertador é que não toca.

   4- O estudante nunca é posto  fora da aula; a sua presença é que é necessária noutro local.

   5- O estudante nunca diz mal de um professor; mas também não diz bem.
 
   6- O estudante nunca copia; recolhe dados.

   7- O estudante nunca reprova; renova a sua experiência.

   8- O estudante nunca conspira contra os professores; estes é que tem espírito de conspiração.

   9- O estudante nunca falsifica uma assinatura do encarregado de educação; apenas faz caligrafia.

   10- O estudante nunca bebe; saboreia.

   11- O estudante nunca fuma; estuda os efeitos nocivos do tabaco.

   12- O estudante nunca falta; não comparece por motivos de força maior.

   13- O estudante nunca chega atrasado à aula; perde o autocarro.

 


DICIONÁRIO PORTUGUÊS-JAPONÊS

Mágico = TIRAGATO DAKASAKA
Inteligente = KIKUKA BAKANA
Veterinário = KURAGATO NAKASA
Valente = TEBATO NAKARA
Médico = DOY EUKURO
Porco = SOKAGA NAKAMA
Travesti = SOKOME NUKUDEMASHO
Romântico = NOKU TIAMO
Impotente = TACHOCHO NAKAMA
Bicha = TAKOKU NAVARA
Assassino = OKIMATARO ATIRO
Rico = TAKANOTA NAKASAKA
Acidentado = MASSARO MIAMOTO
Corno = KOMERU MIAMADA
Louco = SHUTAKOKO NAKARA
Ladrão = SUMIU KOTUTU
Pobre = TAMISHO PABURO
Assaltante = FUGIRO NAKOMBI
Agredido = MISHUTARU NOSSAKU
Viajante = TALI TAKA TALA
Chato = HATUROTU
Aspirador = LIM PÓPÓ
Avião = TÁKITÁ NUXÃO
SIDA = IRÓ KUMATA
Minisaia = VITUKU


O Inferno é Exotérmico ou Endotérmico ?

A pergunta foi feita pelo professor, da FCT na sua prova final do curso de maio do ano passado. Este professor é conhecido por fazer perguntas nas suas provas finais do tipo: "Porque é que os aviões voam?"
A única questão da prova final de maio passado foi:

"O inferno é exotérmico ou endotérmico ? Justifique a resposta."

Vários alunos justificaram as suas opiniões baseadas na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

"Primeiramente, postulamos que se as almas existem, elas devem ter alguma massa. Se elas tiverem então, um mol de almas tem uma certa massa.
Qual será a taxa das almas que se movem para fora e a taxa das que se movem para dentro do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entre no inferno ela nunca mais de lá sai.
Por isso não há almas saindo.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhadela pelas diferentes religiões que existem no mundo de hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, então irá para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que todas as pessoas e suas almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.

Agora vamos calcular a taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.

Existem então duas opções:

Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.
Se o inferno se expandir numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno congele.

Então, qual das duas?

Se aceitarmos como válido o que a menina mais atraente da FCT me disse no primeiro ano: "Haverá uma noite fria no inferno antes de eu me deitar contigo".
E levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações com ela, então a opção 2 não é verdadeira.

Por isso, o inferno é exotérmico.


História verídica ocorrida numa Faculdade do Porto.

Uma professora universitária acabava de dar as últimas orientações aos alunos acerca do exame que ocorreria no dia seguinte. Alertou que não haveria desculpas para a falta de algum aluno, com excepção de um grave ferimento, doença ou a morte de algum parente próximo.

Um engraçadinho que estava sentado no fundo da sala, perguntou com aquele velho ar de cinismo: "De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por actividade sexual??"

A classe explodiu em gargalhadas, com a professora a aguardar pacientemente que o silêncio fosse restabelecido. Assim que isso aconteceu, ela olhou para o aluno e respondeu: - "Isso  não é um motivo justificado. " - e continuou serenamente:

 - "Como o exame será de escolha múltipla, você pode vir para a sala e escrever com a outra mão... ou se não se puder sentar, pode responder de pé."