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Notícia in Publico
PT,
21 Mai 2008
Supernova apanhada em flagrante
no momento da explosão
No
dia 7 de Janeiro, a equipa de Maryam Modjaz estava a
estudar uma supernova chamada SN 2007uy, na galáxia em
espiral NGC 2770, a 90 milhões de anos-luz de distância da
Terra, na constelação do Lince. Eis se não quando, dois
dias depois, algo de inesperado acontece: uma emissão
extremamente brilhante de raios-X, noutra zona da galáxia
— era outra supernova em directo, uma estrela apanhada em
flagrante a explodir.
Até agora, os astrónomos só tinham detectado supernovas
alguns dias ou semanas depois de uma estrela ter
explodido, disse Patricia Schady, do University College de
Londres, outro elemento da equipa que descreve a
descoberta amanhã na revista "Nature".
“Duas horas depois da emissão de raios X, vimos o que
parecia uma bola de fogo em expansão de radiação
ultravioleta” com o telescópio espacial Swift. “Houve
tempo para pôr de vigia telescópios no espaço e na Terra,
para ver os destroços radioactivos brilhantes durante os
dias que se seguiram”, concluiu Schady, citada num
comunicado de imprensa.
Uma supernova acontece quando o núcleo de uma estrela
maciça gasta todo o combustível nuclear e cai sob o peso
da sua própria gravidade, formando um objecto ultra-denso
— uma estrela de neutrões. Esta comprime-se e depois volta
a expandir-se, desencadeando uma onda de choque através
das camadas exteriores gasosas e destrói a estrela.
Os modelos teóricos desenvolvidos pelos astrónomos previam
que este choque produziria emissões de raios X muito
brilhamtes durante alguns minutos, mas até agora esse
clarão não tinha sido detectado. “Esta observação é o
melhor exemplo do que acontece quando uma estrela morre e
nasce uma estrela de neutrões”, comentou Kim Page, da
Universidade de Leicester, também da equipa.
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