

| Notícia in Lusa,
21 Fev 2004 Astrónomos descobrem astro gelado com metade do tamanho de Plutão
Caso se confirme a observação, este planetóide seria o maior objecto celeste encontrado no sistema solar desde a descoberta do nono planeta em 1930. Observações preliminares sugerem que este corpo celeste gelado é 10 por cento maior do que Quaoar, um astro com 1.290 quilómetros de diâmetro encontrado em 2002. "Para já, parece maior do que Quaoar, o que o torna o maior desde a descoberta de Plutão", afirmou Mike Brown, astrónomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Brown e os colegas Chad Trujillo, do Observatório Gemini do Hawai, e David Rabinowitz, da Universidade de Yale, descobriram o objecto na segunda-feira à noite com o Telescópio Samuel Oschin, de 122 centímetros, do Observatório Palomar de San Diego. O telescópio dispõe de uma enorme câmara fotográfica de 150 megapixeis que os astrónomos usam para captar três imagens de uma mesma área de céu com intervalos de 90 minutos. A comparação das três imagens revela a presença de um objecto distante em órbita, já que muda de posição de fotografia para fotografia e se destaca claramente do distante e estático fundo estelar. O objecto, a que foi dado o nome de 2004 DW, encontra-se na orla do Cinto de Kuiper, um conjunto enorme de pedras e gelo que fica para além da órbita de Neptuno. Plutão é o maior objecto conhecido do Cinto de Kuiper, embora seja tradicionalmente considerado um planeta. A sua lua, Charon, está a 1.290 quilómetros de distância. O objecto gelado agora encontrado é o 15/0 com mais de 480 quilómetros de diâmetro descoberto na região. Medições preliminares sugerem que descreve uma órbita elíptica entre 4,3 e 7,5 mil milhões de quilómetros do Sol, que demora 252 anos a completar. |