| Notícia in lusa.pt,
04 Out 2005
Nobel da Física para
Roy J. Glauber, John L. Hall e Theodor W. Hansch
Estocolmo, 04 Out (Lusa) - O Prémio Nobel da Física de 2005
foi hoje atribuído a dois norte-americanos e a um alemão pelos
seus trabalhos no domínio da óptica, anunciou a Academia Real
das Ciências da Suécia.
Os norte-americanos John L. Hall e Roy Glauber foram premiados
pelas suas contribuições para o desenvolvimento da "precisão
espectroscópica com base no laser" e o alemão Theodor W.
Haensch pela sua contribuição para "a teoria quântica da
coerência óptica", segundo um comunicado da Academia.
O prémio, no valor de 10 milhões de coroas suecas (1,1 milhões
de euros) será dividido em duas partes. Uma delas será
entregue a Roy Glauber, pela sua descrição teórica do
comportamento das partículas de luz.
A outra metade irá para John Hall e Theodor Haensch por terem
desenvolvido a espectrografia de precisão com base na
tecnologia lazer, ou seja, a determinação da cor da luz de
átomos e moléculas com extrema precisão - explica o
comunicado.
Os prémios serão entregues em Estocolmo a 10 de Dezembro, data
do aniversário de Alfred Nobel, seu fundador.
"As importantes contribuições de John Hall e Theodor Haensch
permitiram medir as frequências com uma precisão de 15
dígitos", refere o comunicado. "É agora possível construir
lasers com cores extremamente vivas e fazer leituras precisas
da luz de todas as cores".
Glauber, 80 anos e nascido em Nova Iorque, é professor de
física da Universidade de Harvard, em Cambridge (Massachusetts).
Hall, 71 anos, nascido em Denver (Colorado), é catedrático no
National Institute of Standards and Technology da Universidade
de Colorado.
O alemão Haensch, 63 anos, nasceu em Heidelberg. É director do
Instituto Max-Planck de Óptica Quântica de Garching e
catedrático de Física na Universidade de Ludwig-Maximiliam de
Munique.
No ano passado, o Prémio Nobel da Física foi atribuído aos
norte-americanos David J. Gross, H. David Politzer e Frank
Wilczeck pela sua explicação da força que liga as partículas
dentro do núcleo de um átomo.
O prémio de hoje é o segundo anunciado esta semana, depois dos
australianos Barry J. marshall e Robin Warren terem ganho na
segunda-feira o Nobel da Fisiologia ou Medicina por terem
descoberto que a principal causa das úlceras do estômago e do
duodeno é uma bactéria e não o stress. |