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“Temos
água”, declarou, simplesmente, William Boynton,
responsável pelo TEGA (Thermal and Evolved-Gas
Analyzer), um dos instrumentos da sonda Phoenix da
NASA, actualmente em missão no pólo norte de Marte.
E acrescentou: “já tínhamos provas de que existe
água gelada através das observações da sonda orbital
Mars Odyssey e a sonda Phoenix tinha visto, no mês
passado, pedrinhas de gelo a desaparecer. Mas esta é
a primeira vez que tocamos e provamos água
marciana.”
Foi no TEGA que uma amostra de solo marciano foi
depositada hoje pelo braço da Phoenix e a seguir
analisada. O TEGA é um minúsculo forno que permite
aquecer as amostras para identificar os vapores
produzidos. A amostra em questão, explica um
comunicado da NASA, provinha de uma minúscula vala
com cerca de cinco centímetros de profundidade. Mas,
nos últimos dias, o braço tinha tido dificuldades
para fazer a recolha de amostras de solo gelado e
duas tentativas anteriores tinham falhado: as
amostras ficavam coladas à espátula – algo que os
responsáveis da missão não tinham previsto.
Entretanto, como o solo permaneceu exposto dois dias
à atmosfera, tornou-se mais fácil de manipular.
“Marte está a oferecer-nos algumas surpresas”,
declarou Peter Smith, investigador principal da
missão, da Universidade do Arizona, citado pelo
comunicado. “É excitante porque quando surgem
surpresas, as descobertas acontecem. Uma das
surpresas é a maneira como o solo reage. As camadas
ricas em gelo colam-se à espátula quando ficam ao
sol, o que não corresponde àquilo que esperávamos
com base nas nossas simulações. Foi um desafio
introduzir as amostras [no TEGA], mas estamos a
descobrir maneiras de o fazer e a recolher imensa
informação que nos vai permitir perceber o solo de
Marte.”
Face aos resultados, a NASA anunciou que a missão da
Phoenix, que deveria terminar em finais de Agosto,
vai ser prolongada até 30 de Setembro – mais cinco
semanas do que o inicialmente previsto (90 dias). “A
Phoenix está de boa saúde e as previsões em termos
de energia solar parecem boas, portanto vamos
aproveitar ao máximo as suas capacidades”, disse
Michael Meyer, responsável pelo programa de
exploração do planeta.
A Phoenix, que poisou em Marte a 25 de Março, é um
autêntico geólogo robotizado e a sua missão é
determinar se terá havido naquele planeta, nos
últimos dez milhões de anos, condições para a
existência de alguma forma de vida.
Com o seu braço robotizado de 2,35 metros de
comprimento, consegue escavar o solo até meio metro
de profundidade. As amostras colhidas pelo braço
passam depois para outros instrumentos: para além do
TEGA, um outro, o MECA (Microscopy, Electrochemistry
and Conductivity Analyzer) analisa as suas
propriedades físico-químicas e examina ao
microscópio os seus minerais. A panóplia de
instrumentos científicos da sonda inclui ainda uma
estação meteorológica, que permite medir a água, as
poeiras e a temperatura presentes na atmosfera. Uma
câmara colocada no braço robotizado recolhe imagens
do solo escavado, enquanto uma outra, num mastro,
fotografa a paisagem.
“Temos água”, declarou, simplesmente, William
Boynton, responsável pelo TEGA (Thermal and
Evolved-Gas Analyzer), um dos instrumentos da sonda
Phoenix da NASA, actualmente em missão no pólo norte
de Marte. E acrescentou: “já tínhamos provas de que
existe água gelada através das observações da sonda
orbital Mars Odyssey e a sonda Phoenix tinha visto,
no mês passado, pedrinhas de gelo a desaparecer. Mas
esta é a primeira vez que tocamos e provamos água
marciana.”
Foi no TEGA que uma amostra de solo marciano foi
depositada hoje pelo braço da Phoenix e a seguir
analisada. O TEGA é um minúsculo forno que permite
aquecer as amostras para identificar os vapores
produzidos. A amostra em questão, explica um
comunicado da NASA, provinha de uma minúscula vala
com cerca de cinco centímetros de profundidade. Mas,
nos últimos dias, o braço tinha tido dificuldades
para fazer a recolha de amostras de solo gelado e
duas tentativas anteriores tinham falhado: as
amostras ficavam coladas à espátula – algo que os
responsáveis da missão não tinham previsto.
Entretanto, como o solo permaneceu exposto dois dias
à atmosfera, tornou-se mais fácil de manipular.
“Marte está a oferecer-nos algumas surpresas”,
declarou Peter Smith, investigador principal da
missão, da Universidade do Arizona, citado pelo
comunicado. “É excitante porque quando surgem
surpresas, as descobertas acontecem. Uma das
surpresas é a maneira como o solo reage. As camadas
ricas em gelo colam-se à espátula quando ficam ao
sol, o que não corresponde àquilo que esperávamos
com base nas nossas simulações. Foi um desafio
introduzir as amostras [no TEGA], mas estamos a
descobrir maneiras de o fazer e a recolher imensa
informação que nos vai permitir perceber o solo de
Marte.”
Face aos resultados, a NASA anunciou que a missão da
Phoenix, que deveria terminar em finais de Agosto,
vai ser prolongada até 30 de Setembro – mais cinco
semanas do que o inicialmente previsto (90 dias). “A
Phoenix está de boa saúde e as previsões em termos
de energia solar parecem boas, portanto vamos
aproveitar ao máximo as suas capacidades”, disse
Michael Meyer, responsável pelo programa de
exploração do planeta.
A Phoenix, que poisou em Marte a 25 de Março, é um
autêntico geólogo robotizado e a sua missão é
determinar se terá havido naquele planeta, nos
últimos dez milhões de anos, condições para a
existência de alguma forma de vida.
Com o seu braço robotizado de 2,35 metros de
comprimento, consegue escavar o solo até meio metro
de profundidade. As amostras colhidas pelo braço
passam depois para outros instrumentos: para além do
TEGA, um outro, o MECA (Microscopy, Electrochemistry
and Conductivity Analyzer) analisa as suas
propriedades físico-químicas e examina ao
microscópio os seus minerais. A panóplia de
instrumentos científicos da sonda inclui ainda uma
estação meteorológica, que permite medir a água, as
poeiras e a temperatura presentes na atmosfera. Uma
câmara colocada no braço robotizado recolhe imagens
do solo escavado, enquanto uma outra, num mastro,
fotografa a paisagem.
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