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Introdução Quem somos Como nos organizamos e funcionamos Problemas e potencialidades O que queremos ser? Como fazer? Avaliação
Este projecto resulta das preocupações por nós sentidas e do conhecimento que temos resultante das observações que fazemos das crianças da nossa sala e da comunidade. Teve ainda em conta as características do grupo e as necessidades das crianças. Assenta na ideia de que todas as actividades do jardim-de-infância devem ser globalizadoras, integradoras e funcionais, isto é, devem ser coerentes e significativas para as crianças, possibilitando a transferibilidade dos conhecimentos e o desenvolvimento de competências. Esta é uma abordagem do projecto curricular que assume os problemas identificados, motivando a (re)organização das actividades com vista à transformação e mudança em todos os domínios: do saber, saber-fazer e saber-ser. Este projecto enfatiza, ainda, alguns princípios enunciados no Projecto Educativo do Agrupamento e no Projecto Curricular do Conselho do pré-escolar. Finalmente, este Projecto Curricular identifica algumas linhas orientadoras da nossa intervenção educativa, explicita os modelos e processos a utilizar no seu desenvolvimento e termina perspectivando as práticas e mecanismos de avaliação. 1 – Caracterização/Perfil do grupo de crianças O grupo é constituído por 14 crianças. As idades situam-se entre os 3 e os 5 anos. A distribuição por idades e anos de frequência faz-se do seguinte modo:
A maioria das crianças reside nas imediações do jardim de infância, 5 crianças residem em localidades próximas (Brufe, S. Pedro de France e Travassos), mas já pertencentes ao concelho de Viseu e 1 criança reside em Viseu. A deslocação para o jardim de infância faz-se, na maioria dos casos, de carro. Todas as crianças residem com ambos os pais. Alguns familiares directos, preferencialmente avós, vêm buscar as crianças no final do período lectivo. Uma criança usufrui de Apoio Educativo Especializado, por apresentar uma diminuição da sua acuidade visual. Apenas frequenta o jardim de infância no período da manhã. As crianças que frequentam pela primeira vez o jardim de infância fizeram uma rápida e fácil integração. A frequência parece ser assídua e pontual. É um grupo de crianças ainda «pequenas», pois, nesta altura, apenas o Hugo tem 5 anos. A maior parte das crianças manifesta independência na realização das suas tarefas de higiene. Em termos de preferências, a grande maioria das crianças adora as actividades de escolha livre, brincar ao ar livre e jogos. Começam a dominar as regras base de funcionamento do jardim-de-infância, muito embora este trabalho ainda tenha que ser continuado. São cooperantes na realização de trabalhos com o adulto e com quem precisa e aderem com prazer às experiências de aprendizagem propostas.
No que concerne à Componente de Apoio à Família, o jardim de infância apenas oferece a valência de almoço, pelo facto de nenhuma família ter manifestado necessitar de prolongamento de horário. Beneficiam deste serviço 11 crianças.
2 – Caracterização do agregado familiar Quase todos os pais trabalham por conta de outrem, em actividades profissionais bastantes diversas e ambos os pais se encontram empregados, à excepção de uma mãe. No que concerne às habilitações literárias dos pais, elas são variáveis. São as mães que evidenciam percursos escolares mais elevados. No entanto, a maioria situa-se praticamente na escolaridade obrigatória. Os encarregados de educação são maioritariamente as Mães, existindo apenas um Pai que assume essa função. A idade média dos pais situa-se nos 37 anos e das mães nos 33 anos.
O quadro seguinte apresenta o número de irmãos por criança. Como se constata apenas 3 crianças são filhas únicas.
Quase todas as crianças vivem com ambos os pais e, quando existem, com os irmãos.
Como nos organizamos e funcionamos 3 – Organização do espaço A organização do espaço e materiais da sala de actividades é flexível e faz-se de acordo com as necessidades e evolução do grupo, pelo que pode sofrer modificações ao longo do ano lectivo. As razões para as nossas opções assentam nas dinâmicas do grupo, nas nossas intenções educativas e nas finalidades educativas dos materiais. A sala de actividades divide-se em várias áreas. Consideramos alguns espaços permanentes, porque entendemos que são desafiadores e adequados às crianças em idade pré-escolar. É o caso da área de jogo simbólico (casinha das bonecas e mercearia), da área da expressão plástica (desenho, recorte e colagem, modelagem, pintura), da área da biblioteca e multimédia (computador e audiovisual), da área da experimentação e da matemática (jogos de mesa), da área das construções e garagem e da área da comunicação, planeamento, avaliação, discussão (tapete). Cada área encontra-se identificada, através de um registo escrito e gráfico. Existem vários espaços de exposição. Na entrada encontram-se dois placares. Um destina-se a colocar informações, para a comunidade educativa, relativas ao funcionamento, horários, mensagens e informações gerais. O outro apresenta uma síntese esquemática do nosso plano de actividades e resume o trabalho que vamos desenvolvendo. Encontram-se em construção vários instrumentos de pilotagem (regulação e organização do grupo), tais como: quadro de presenças, calendário mensal, quadro dos aniversários, planos semanais de organização do portefólio, ou outros que forem surgindo. As regras gerais da sala foram discutidas e elaboradas em conjunto. Estas regras resultaram de sucessivas conversas em grande grupo que permitiram ir ajustando às realidades emergentes. O espaço não se circunscreve apenas à sala de actividades. Entendemos que a deve transcender, tornando-se todo o espaço escolar e extra-escolar (localidade, povoação, aldeia, cidade) como espaço educativo. A sala de actividades transforma-se no local onde se organiza e regista o saber, pelo que deverá ser um sistema flexível, vivo e em mudança.
4 – Organização do tempo A distribuição do tempo educativo faz-se de modo flexível, mas corresponde a momentos que se repetem com uma certa periodicidade, dando origem à seguinte rotina educativa, sempre para que as crianças se sintam seguras e partes integrantes.
As actividades lectivas da manhã decorrem após um momento prévio de conversa em grande grupo, onde se verifica a marcação de presenças, contam-se novidades, combinam-se as actividades do dia (de acordo com o plano da semana elaborado pelo grupo). O período da manhã é também reservado para actividades mais orientadas pela educadora, ao que se seguem actividades de escolha livre. Ás segunda e quarta-feiras desenvolvemos expressão físico-motora. A parte da tarde, inicia-se sempre com um curto momento de leitura/conto/poesia, ao que se seguem actividades mais orientadas, de acordo com o planeado e com os trabalhos de projecto em curso. Haverá durante o dia ainda tempo de avaliação e reformulação do trabalho desenvolvido. Esta organização temporal procura ainda integrar as actividades preconizadas no projecto curricular e as inerentes à natural sequência do ano (sazonais e/ou festas), assim como as provenientes dos interesses espontâneos e/ou manifestos pelas crianças. O tempo na Componente Sócio-Educativa, valência de almoço, é preenchido com a refeição e actividades de ar livre/informais e de natureza lúdica (recreio). Quais os nossos problemas e potencialidades 5 – Diagnóstico dos problemas e das potencialidades reais
5.1 – Grupo de crianças A análise diagnóstica do grupo de crianças permitiu identificar as seguintes potencialidades do grupo: - normal adaptação ao jardim de infância por parte de todas as crianças; - assiduidade e pontualidade; - Prazer em participar em jogos de grupo, actividades de carácter motor e de jogo simbólico; - Interesse pelo livro e actividades relacionadas com a leitura; - Interesse pelas actividades propostas; - Grupo de crianças alegres, bem dispostas e dispostas a participar. A análise diagnostica do grupo de crianças permitiu identificar os seguintes problemas/necessidades do grupo: -brincadeiras pouco organizadas; - dificuldade no cumprimento de regras e nas rotinas do dia a dia (o grupo tem muitas crianças de 3 anos); - as crianças mais velhas ainda revelam pouca iniciativa e autonomia; - situações de aprendizagem que impliquem atenção, concentração e algum investimento pessoal na tarefa ainda são pouco aceites pelas crianças mais velhas; - muitas crianças requerem muita atenção do adulto; - na sua generalidade, o tempo de permanência numa tarefa é muito reduzido; - grupo pouco conversador (comunicação)
5.2 – Levantamento de recursos 5.2.1 – Humanos Registamos as potencialidades que decorrem: - do facto de existir no recinto escolar uma escola do 1º ciclo, quer pelas potencialidades do trabalho em equipa quer pela articulação; - a disponibilidade, o empenhamento e boa colaboração dos pais e encarregados de educação nas actividades e iniciativas do jardim de infância demonstrada no ano lectivo transacto e que contamos puder continuar a contar.
5.2.2 – Materiais Registamos as potencialidades que decorrem: - da qualidade, quantidade e diversidade do material lúdico-didáctico existente. É adequado e, de uma forma geral, em bom estado de conservação. Existe uma grande diversidade de jogos e livros; - da existência de material informático e audiovisual; Identificamos as seguintes necessidades: - Angariar fundos para aquisição de quadro interactivo: será um projecto comum em que toda a comunidade escolar estará envolvida; - Continuar a equipar com mobiliário o espaço da biblioteca e computador Desta forma o que queremos ser? 6 - Linhas orientadoras/Fundamentação das opções educativas Tendo em conta a análise realizada, os problemas e potencialidades encontrados, propomo-nos intervir no sentido da superação ou minimização dos mesmos. Para tal, a nossa intervenção assenta e norteia-se em/por alguns princípios. Em relação às crianças defendemos: - um ambiente organizado, acolhedor, alegre, seguro, entusiasmante e estável, livre de mensagens negativas ou discriminatórias; - um currículo que tenha relevância para as crianças e para as suas vidas; - a continuidade e progressão em relação ao ambiente familiar; - o desenvolvimento da responsabilidade social das crianças através da estrutura da sala de actividades e de regras negociadas; - o estímulo à resolução de problemas; - a observação e avaliação do alcance da aprendizagem; - uma pedagogia organizada e estruturada tendo como suporte a actividade lúdica característica destas faixas etárias; - uma pedagogia diferenciada, centrada na cooperação, que inclua todas as crianças, aceite as diferenças, apoie a aprendizagem e responda às necessidades individuais; - a perspectiva de que as crianças aprendem activamente. Em relação aos pais e comunidade defendemos: - o envolvimento dos pais na vida quotidiana do contexto do jardim de infância; - um trabalho cooperativo com os pais e comunidade. Em relação aos outros profissionais de educação do estabelecimento defendemos: - um trabalho em parceria/articulação com outros educadores e professores do 1º ciclo de jardins de infância e EB1 de localidades próximas (Conselho de Docentes) - um trabalho em parceria/articulação com as professoras do 1º ciclo da escola de Pedrosas. 7 – Intenções da acção a desenvolver
7.1 - Opções curriculares Perspectivamos a nossa acção educativa numa lógica de articulação de saberes entre as diferentes áreas de conteúdo a desenvolver. Enfatizaremos conteúdos transversais e a abordagem globalizante. Orientamos a nossa intervenção no sentido de permitir o desenvolvimento de projectos pedagógicos complexos que ampliem os saberes das crianças, impliquem um conjunto diversificado de oportunidades de aprendizagem e integrem a abordagem de diferentes áreas de conteúdo. Para o desenvolvimento dos nossos projectos pedagógicos partimos do tema «A Histórias e as histórias». Com este projecto pretendemos que as crianças contactem com a História e histórias/lendas do meio local e nacional, se sensibilizem para a valorização do nosso património e, através das histórias, desenvolvam o gosto pela nossa História. Este tema não assenta em questões prementes colocadas pelas crianças, mas é resultado de uma proposta dirigida pela Câmara Municipal ao Agrupamento de Escolas. Porém, entendemos não ser incompatível com a participação real das crianças no desenvolvimento do projecto, visto que aponta para temáticas de grande fascínio e interesse para as crianças (histórias, contos, lendas, reis, rainhas, princesas, castelos e cavaleiros,…). Até ao momento, no desenvolvimento do nosso trabalho, fomos submetendo a proposta a apreciação das crianças e é grande a adesão, havendo mesmo sugestões que permitem enriquecer e até modificar o desenvolvimento previsto do projecto. Daremos também continuidade ao nosso projecto Ler é Prazer, inserido no âmbito do Plano Nacional de Leitura. O ano transacto centrámos as nossas leituras à volta das emoções e, este ano, vamos privilegiar as lendas e as leituras que remetem para o mundo fantástico dos reis e cavaleiros. Decorrente deste projecto temos a nossa Companhia de Teatro Pozinhos de Perlimpimpim, que suporta algumas animações de leituras. Para a construção progressiva dos nossos projectos pedagógicos daremos prioridade à participação e partilha do poder e à decisão conjunta na procura de novos saberes.
7.2 - Prioridades curriculares Com base no diagnóstico do grupo, nos recursos existentes e nos projectos em acção ou emergentes propomo-nos criar oportunidades de aprendizagem assentes nos saberes essenciais previstos para estas idades e expressos nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.
7.3 – Acção a desenvolver com encarregados de educação e outros parceiros educativos As relações que pretendemos estabelecer com as famílias assumem diferentes formas: - Reuniões de informação e discussão de problemas educativos; - Troca informais; - Partilha de apetências e saberes dos pais e parceiros sociais, enquanto contributos para uma participação activa, nas experiências de aprendizagem das crianças. Entendemos que esta relação organizacional, que implica colectivamente os pais, se deve estabelecer através da sua participação: - no projecto pedagógico do jardim de infância; - em actividades do Plano Anual de Actividades; - na página do jardim de infância; - dos representantes dos pais na organização da componente de apoio à família; Este apelo à participação dos pais e encarregados de educação foi efectuado na reunião de arranque do ano lectivo. Solicitámos que colaborassem activamente nas actividades do Jardim-de-infância, quer através das reuniões a realizar durante o ano lectivo, como nas propostas feitas e a fazer pela educadora ou através da dinamização de projectos e actividades, que venham a pressupor o envolvimento da comunidade educativa.
7.4 – Acção a desenvolver com outros docentes No rec | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||