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Teatro de fantoches (ou ao vivo) {Alimentação} {Seguinte} |
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Veja tb. |
(Aparece
o rebuçado)
REBUÇADO
-
Olá! Já viram quem eu sou?... Não?... Eu sou um rebuçado e todos os meninos
gostam de mim. Pudera ... sou tão docinho! ...
(aparece
o dente a gemer)
REBUÇADO
- Olha, olha ... O que é
que tu tens, dentinho?
DENTE
- Deixa-me! É por tua
culpa que estou assim. Andava sempre a trincar
rebuçados ... . Ai! E agora estou doente. Desaparece da minha vista
porque não posso ver rebuçados quando estou com dor de dentes.
REBUÇADO
-
Essa é boa! Por minha culpa?! Mas eu sou um rebuçado... sou muito docinho ...
e não faço mal a ninguém.
(aparece
o chocolate)
CHOCOLATE
- Olá, amigo rebuçado!
Olá, amigo dente ... tens ar de estar doente.
REBUÇADO
- O que eu acho é que a
culpa deve ser dos chocolates que comeste!
CHOCOLATE
- De que é que eu tenho
a culpa?
REBUÇADO
-
Da doença do amigo dente. Toda a gente sabe que os chocolates fazem mal aos
dentes.
CHOCOLATE
-
Ora essa ! Eu até me derreto na boca dos meninos. Os rebuçados é que fazem
mal aos dentes.
-
São mas é os chocolates!
-
Os rebuçados!
-
Os chocolates
(brigam
algum tempo e o dente continua a gemer)
(
Uma maçã espreita
e aparece)
MAÇÃ
-
Eu acho que a culpa é dos dois. Pobre dentinho! Se tivesses comido mais maçãs
em vez de rebuçados e chocolates ... Baaaaah!!!
CHOCOLATE
- Ora, ora, o que tu
querias era ser tão doce como nós e não ter tanto caroço lá por dentro.
MAÇÃ
-
E tu ... o que querias era ser tão vermelhinho como eu.
REBUÇADO
- Calem-se e reparem quem
vem ali.
(aparece
o dentista)
DENTISTA
- Bom-dia, meus meninos e
minhas meninas.
(espera
por as crianças o cumprimentarem também e
... se for caso disso
... manda-as falar mais alto)
-
Ora vejam lá se são capazes de adivinhar
quem eu
sou?! ... Uso bata
branca ... trabalho com uma
cadeira que sobe e desce ... e tiro as dores de dentes aos meninos ...
Conseguem
adivinhar ???
(espera
um pouco pela resposta)
DENTISTA
-
Pois é,eu sou o vosso amigo dentista.
(o
dente começa novamente a gemer e o dentista aproxima-se dele e examina-o)
-
Ora aqui está quem precisa da minha ajuda.
REBUÇADO
- Mas antes, sr.
dentista, diga-nos lá quem tem razão: qual de nós é o culpado da doença do
amigo dente?
DENTISTA
- Bem ... comer muitos
rebuçados e chocolates faz mal aos dentes. Por isso vocês os dois têm culpas.
MAÇÃ
-
E eu? E eu?
DENTISTA
- Ah! Tu és uma grande
amiga dos dentes. Só lhes fazes bem. Agora
... se o nosso amigo dente não
andasse esquecido da escova dos dentes... e
se lavasse os dentes depois das refeições... mesmo depois de comer maçãs...
agora não estava doente.
(vira-se
para o dente )
-
Anda cá que eu vou-te tratar. (puxa
de um instrumento)
DENTE
- Ai! Ai! Tenho medo!
DENTISTA
- Então, então ... não
te sentes mal? Não estás com dores? Queres ou não ficar bom? Vais ver que não
custa nada ... só te quero tratar.
(
trata o dente )
Pronto! Então, estás
melhor?
DENTE
- Ah! Muito melhor!
Obrigado!
DENTISTA
- Bem ... mas
agora muitas maçãs, poucos
rebuçados e chocolates e ... (tira
do bolso
uma
escova de dentes)
... e a
escova de dentes ... se não, voltas
a ficar doente.
DENTE
- Mas, afinal, os
dentistas são nossos amigos!
DENTISTA
- Pois é! (abraçam-se a rir).
António Nóvoa e alunos do Magistério Primário de Aveiro - 1977
Veja também: "A canção dos dentes"