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Água - Página principal

 

Se eu fosse uma gotinha de água, vivia numa piscina muito quentinha. Um dia, o Sol evaporou-me e eu fiquei muito leve e invisível.  Comecei, então,  uma viagem muito longa, subindo pela atmosfera, até que cheguei ao céu, onde me juntei com muitas gotinhas e formámos uma nuvem.

O vento empurrou-a com o seu sopro frio e, quando passámos pela serra da Estrela, eu comecei a sentir muito frio e transformei-me num cristal de neve, mais conhecido por floco.

Nesse momento, comecei a cair de mansinho, brilhando  à luz do Sol. Os meus bracinhos eram cintilantes e gelados.

Quando cheguei à terra, as montanhas estavam branquinhas e eu pousei suavemente, formando um tapete branco e fofinho.

O calor do Sol começou a aquecer-me e a derreter-me. Foi assim que me tornei novamente uma gotinha de água.

Comecei então a descer pelas montanhas, até que cheguei a um vale onde corriam milhares de outras gotinhas, a grande velocidade. Elas formavam o rio Mondego e eu juntei-me a elas.

A minha viagem só terminou no Oceano Atlântico, junto à cidade da Figueira da Foz.

Sara Frazão

Ovar / Janeiro 2003

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