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A nossa escola, Quinta de Marrocos, foi construída à beira da antiga estrada de Benfica em Lisboa. O seu nome está relacionado com o proprietário dos terrenos, o qual era conhecido pelo "O Marrocos". Benfica no século XIX era constituída por muitas quintas e palacetes onde as famílias ricas passavam as suas férias, pois era um bairro dos arredores de Lisboa. Hoje é um bairro bastante conhecida por causa do clube de futebol com esse nome e cujo estádio é muito próximo da escola. A escola começou a funcionar há precisamente 20 anos: em 1978/79. Foi construída a pedido de vários encarregados de educação devido ao excesso de alunos na zona. É uma escola de 2º e 3º ciclos, que começou por ter apenas 2º ciclo. Tem a particularidade de ter alunos surdos profundos/severos. Actualmente tem cerca de 450 alunos do ensino regular e 50 da U.AAS . Quanto a professores são cerca de 110 e funcionários 30. Tem muitos professores em relação ao número de alunos porque as turmas de alunos surdos têm 6 a 8 alunos cada uma. A escola é formada por dois blocos, esperando-se para breve a construção de um terceiro . Tem três campos de jogos exteriores. Nos dois edifícios, ambos de dois andares, há
28 salas de aula. No rés do chão do bloco A, encontra-se o Conselho Directivo, secretaria, duas salas de professores (fumadores e não fumadores) e salas de aula para os alunos surdos. No 1º andar encontra-se o Centro de Recursos - biblioteca, sala de audio-visuais, duas salas de informática, sala de estudo e a reprografia. Os alunos podem ocupar os seus tempos livres inscrevendo-se em diversos Clubes e Projectos .
A nossa escola foi construída em 1978, como escola de hotelaria, nos terrenos cedidos por um senhor chamado Marrocos e daí o seu nome. Mas a história do nosso pavilhão remonta a 1944, pois foi nessa data que a Direcção Geral da Fazenda Pública cedeu à Santa Casa da Misericórdia, um barracão em alvenaria com cerca de 200 m2 que se destinava à assistência médico-infantil, consultas pré-natais e também cozinha económica para os pobres. Posteriormente, essas instalações passaram a armazém de material de construção, da Santa Casa. O portão da entrada principal da nossa escola era comum a esse armazém, o que gerava problemas vários, sobretudo de segurança, devido à frequente entrada e saída de veículos que efectuavam cargas e descargas de material de construção, dentro do recinto escolar. Em 1988, a situação agravou-se e as diligências com os Equipamentos Escolares e a Direcção Regional de Educação de Lisboa acentuaram-se. Para além da necessidade de um pavilhão gimnodesportivo para a prática da Educação Física, era imperioso delimitar a escola e dotá-la de uma entrada própria, condigna e segura. Começou então a nossa "batalha", em particular do nosso Presidente do Conselho Executivo, Prof. João Martinho, com as diversas instituições:
Atendendo às funções e degradação desse barracão bem como ao perigo que representavam para toda a Comunidade Educativa, sobretudo para os alunos mais pequenos, mais aventureiros e incautos, urgia dar um aproveitamento mais adequado a essas instalações tendo-se, então colocado 3 hipóteses:
Por volta de 1990, a nossa luta tornava-se cada vez maior e com a ajuda sempre interveniente da Associação de Pais e da Junta de Freguesia de Benfica, redobrámos esforços pela construção do tão ansiado pavilhão! Em 1995, foi assinado um acordo de colaboração de intervenção nos espaços desportivos escolares, entre o Ministério de Educação e a Câmara Municipal de Lisboa. Esse acordo tinha por objecto a construção de pavilhões desportivos escolares em várias escolas:
Contudo, em 1997, passados dois anos do acordo de colaboração entre o Ministério de Educação e a Câmara Municipal de Lisboa tudo se mantinha igual - não havia indícios do pavilhão. O referido armazém, bem como o muro da escola ao longo da Estrada de Benfica estavam cada vez mais degradados e perigosos ... O nosso Presidente do Conselho Directivo não tendo, até essa data, quaisquer informações, propôs uma reunião com todos os presidentes expectantes das escolas supra citadas. Essa reunião teve lugar na nossa escola e daí resultou um pedido de audiência urgente a S. Exª o Sr. Secretário de Estado dos Recursos Educativos, Dr. Oliveira Martins que os recebeu 15 dias depois e lhes comunicou ser vontade do Ministério da Educação e da Câmara Municipal de Lisboa levarem por diante o protocolo assinado em 1995. Informou também que seriam construídos seis pavilhões, estando o nosso em 4º lugar. Por esta altura, tudo parecia encaminhado, havendo também a decisão da Direcção Geral do Património de Estado de demolir o barracão, a fim de os terrenos serem integrados na área da escola Quinta de Marrocos. Finalmente em 1999, mais propriamente a 12 de Novembro foi adjudicada a construção do Pavilhão, bem como o arranjo dos espaços exteriores da Escola. Ficaram por referir as muitas reuniões, ofícios e "démarches" feitas por toda a Comunidade Escolar que, há cerca de duas décadas sonha com o nosso pavilhão. Para todos, sobretudo:
BEM HAJAM e que a vida lhes sorria para continuarem a concretizar os Vossos Sonhos! O nosso pavilhão foi, finalmente, inaugurado no dia 1 de Fevereiro de 2002, por S. Exª o Ministro da Educação, Eng. Júlio Pedrosa.
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